O Clube de Campo de São Paulo é um local de beleza única que fica às margens da represa Guarapiranga, em uma área de 1.200.000m2, sendo que 200.000m2 são de mata atlântica preservada. Com uma combinação única de esportes e infraestrutura completa para a prática de golfe, hipismo, iatismo, tênis e futebol, o Clube permite a convivência de famílias e amigos em um só lugar.

O Clube, que é um dos mais exclusivos e tradicionais do país, foi fundado em 1937 e é o lugar onde as famílias compartilham seus melhores momentos, criam seu estilo de viver e se reconectam com a natureza.

Em meio à natureza, os apartamentos e chalés proporcionam conforto e bem-estar aos sócios, serviços de governança e segurança de excelência. O Clube também conta com áreas de lazer e recreação para crianças, jovens e adultos: salas de jogos, sala de cinema, brinquedoteca, berçário, monitoria infantil, biblioteca, sala de snooker, sala de jogos, massagem e manicure.

A área de alimentos e bebidas oferece opções completas, tendo na sede o restaurante central com serviços de buffet e a la carte; o restaurante especial com bar aberto à noite para jantares e confraternizações em um ambiente elegante e exclusivo; e o self-service com lanches e refeições para àqueles que querem se alimentar mais rápido sem abrir mão da qualidade. Em cada departamento de esporte, o sócio encontra restaurante com diversas opções e especialidades, além dos quiosques de apoio espalhados pelas demais áreas.

O Clube de Campo de São Paulo realiza festas nas principais datas comemorativas do ano, proporcionando, assim, ótimos momentos de convivência e descontração. Carnaval, Dia das Mães, Dia dos Pais, Natal e Réveillon são apenas algumas das muitas datas celebradas no Clube, que também é palco de shows e eventos culturais, muitas vezes bem concorridos. 

No Clube há inúmeras oportunidades para exposição de marcas de patrocínios junto a um público seleto e formador de opinião, que somam em média 4000 sócios. Também há a possibilidade de locação de espaços para eventos, encontros empresariais, comemorações, aniversários e até batizado, já que em sua propriedade está uma capela onde é celebrada missa todos os finais de semana.  

A história do clube ao longo das décadas

“Na área de 25 alqueires, havia duas casas: a sede do antigo Sítio Paraventi, que ainda está lá, o atual Vestiário do Tênis, o velho Restaurante Biarritz (hoje sede do Náutico); a casinhola do Alagoano. Mais uma estrebaria, um chiqueiro de porcos, um galinheiro, um pombal. Carneiros pastando. Era o Clube de Campo.”

Jorge Americano, em 1961.

A história do Clube de Campo de São Paulo começa em uma época radicalmente diferente de hoje, mas nem tão distante assim. Em 1937, a cidade tinha uma população praticamente dez vezes menor do que hoje; bondes e cavalos dividiam as ruas; vias arborizadas eram comuns. Mesmo assim, um grupo de empreendedores sentia falta de um contato mais íntimo com a natureza e com as pessoas. Para eles, a região sul da cidade, nas redondezas de Guarapiranga, pareceu a mais adequada para sediar essa associação. Formada por três rios, o M’Boi Mirim, o Parelheiros e o Guarapiranga, a represa guardava em seu entorno resquícios de Mata Atlântica e fauna preservados.

A data de 3 de julho de 1937 marca uma reunião no Restaurante Biarritz (atual sede do Náutico) e o nascimento oficial do Clube, com a compra das terras de Celestino Paraventi e a decisão de expandir a área do empreendimento, adquirindo e arrendando terras da Light and Power e de pequenos sítios vizinhos. Antes de o ano acabar, o Clube tinha suas primeiras terras e era realidade.

A euforia era imensa. Em 1938, aconteceu o primeiro evento: um almoço em homenagem a Avary dos Santos Cruz, um dos sócios-fundadores. Já 1939 trouxe diversas realizações: a reforma e ampliação da Capela; a construção de duas Quadras de tênis e o primeiro torneio de duplas – um estande de tiro ao vôo. O Clube dava seus primeiros passos firmes e seguros. Foi também em 1939 que se criou o primeiro Departamento esportivo do Clube: o Náutico.

No final da década, por volta de 1940, era tanta vontade de permanecer no Clube, desfrutando a companhia dos amigos e da natureza, que se aprovou a idéia de construir casas e alojamentos para os sócios. Ao final de seus primeiros anos, o Clube de Campo de São Paulo já era uma entidade dinâmica, repleta de idéias e de obras para atender os desejos do crescente número de sócios.

“Porém… Antes de terminar o ano de 1939, estourou a Segunda Guerra Mundial! E com ela, o início de grandes sofrimentos mundiais, grandes dificuldades para o novíssimo Clube de Campo e seus associados.”

– Fernando Avelino Corrêa, em 1999

O entusiasmo dos novos projetos se misturava à tristeza do início da guerra. O Brasil partilhava não só da angústia, mas dos problemas de todo o mundo. E o que afetava mais diretamente a freqüência era a falta de combustível. A cidade praticamente acabava muitos quilômetros antes de chegar ao Clube. Bairros como Moema e Brooklin não eram mais do que planícies vazias, e só por bonde ou gasogênio – um equipamento movido a carvão e adaptado aos carros – é que se podia chegar à beira da represa. Mesmo assim, muitas vezes era preciso andar longos trechos.

Com a diminuição da freqüência, caiu também a arrecadação. O Clube passou por sérias dificuldades financeiras e teve que pedir a colaboração de 100 sócios, que doaram quantias substanciosas (Cr$ 5 mil, na moeda da época) e passaram a ser “sócios remidos”, segundo depoimento de Rafael Gentil. O espírito de união que criara o projeto se mantinha vivo na esperança de levá-lo adiante. Foi assim que, em 1941, inaugurava-se a nova sede, conhecida, hoje, como Sede Central.

Em uma visita ao Clube nesse ano, após oito meses de ausência, o sócio-fundador e empresário das comunicações Assis Chateaubriand ficou espantado com as melhorias que constatou. Datam deste mesmo ano as primeiras montagens musicais e teatrais produzidas, organizadas e encenadas pelos próprios sócios, mais uma prova do empreendedorismo daqueles pioneiros.

Na medida do possível, foram mantidas as atividades culturais e esportivas do Clube de Campo de São Paulo ao longo dos anos seguintes. O sucesso dos bailes de Carnaval de 1942, por exemplo, levou à criação de um calendário de eventos mais regular. O tempo ia passando, a guerra chegou ao fim e a revitalização da economia nacional veio beneficiar o Clube. Em 1945, já se realizavam as primeiras regatas noturnas de veleiros, que duravam a noite inteira. E o professor Jorge Americano, notável e participativo sócio, chamava a atenção para o espírito descontraído e a informalidade das reuniões coletivas que fortaleciam os laços de carinho e amizade entre homens, mulheres, jovens, adultos e crianças. Em 1950, houve a primeira festa de reveillon. Enquanto isso, São Paulo se confirmava uma metrópole.

“Conseguiu esta Diretoria com a Subprefeitura de Santo Amaro no ano de 1958, não sem árduos esforços, o asfaltamento da estrada de acesso ao Clube, no percurso de 3,5 km. (…) Em seguida, procedeu-se ao asfaltamento da estrada interna que liga a Portaria ao Restaurante. Deve-se ressaltar a oportunidade deste melhoramento que veio evitar a permanente e nociva nuvem de poeira, que não só perturbava os sócios como impregnava a água das piscinas.”  – Ralpho Ferreira de Barros, em relatório da Diretoria, no triênio 1957/1960

A partir de 1950, diversos fatores contribuíram para a expansão tanto da freqüência quanto das estruturas do Clube. Enquanto se consolidava a meta de dotar cada núcleo de esporte de um departamento específico, até o final da década se acelerariam obras da Prefeitura de São Paulo que tornariam mais prático o acesso à zona sul da cidade, principalmente saindo da região de Santo Amaro em direção à Represa de Guarapiranga.

O Campo de Golfe, hoje uma das principais atrações do Clube, teve suas obras iniciadas em 1953, quando foram planejados e executados os primeiros nove buracos. Em 1954, alegria dupla: a cidade de São Paulo celebrava 400 anos; o Clube comemorava a compra definitiva dos 48 mil metros quadrados de terras que ainda pertenciam à Light and Power.

A alta inflação era um fator de preocupação no final dos anos 50, mas mesmo assim sócios e Diretores se mantinham obstinados a cumprir algumas das metas traçadas em anos anteriores. Como dito anteriormente, uma delas era estruturar os núcleos de esporte em departamentos autônomos. Em 1959, mais uma vitória nesse sentido: a formação do Hípico. O paisagismo deu salto de qualidade com a participação do renomado arquiteto – e sócio – Rino Levi. Data deste ano o primeiro plano diretor paisagístico do Clube de Campo. E cada vez mais interressados se reuniam nas dependências do CCSP, atraídos pela maior facilidade de acesso após as obras na estrada de Santo Amaro, em 1958.

“Como é do conhecimento de V.Exa. (Ralpho de Barros, vice-presidente), quando chega sábado ou domingo à noite, ou nos dias chuvosos, nada temos a fazer, senão ficar sentados no terraço conversando, pois jogar não podemos. (…) Também pediria a V.Exa. para proibir a permanência de menores de 13 anos neste galpão, senão nós não teremos sossego.”

– João L. Ribeiro, vice-presidente do jornalzinho “clandestino” A Voz do Clube de Campo, reivindicando a construção de um galpão para os adolescentes de 13 a 18 anos, em junho de 1962

No começo dos anos 60, o crescimento das famílias freqüentadoras do Clube, inicialmente delimitadas a mil títulos, já se fazia sentir. A prova é que, em 1961, uma pequena alteração no Regulamento criava a categoria dos “sócios adjuntos”. Assim, os filhos que chegavam à idade adulta, genros e noras dos primeiros sócios poderiam permanecer na comunidade, praticando esportes ou simplesmente aproveitando a bela paisagem e o clima agradável. A vontade de prolongar esses momentos e permanecer em meio à natureza também crescia. Para solucionar a questão, foram construídos os primeiros apartamentos: 12 unidades horizontais, erguidas em frente à represa.

O ano de 1962 também era aguardado pelos que participavam ativamente das confraternizações e práticas esportivas do Clube de Campo. A comemoração dos 25 anos, Jubileu de Prata, da agremiação mobilizou a sociedade em diversos momentos, inclusive em bailes de gala. A inauguração do complexo hípico também foi um dos pontos altos do ano. São dessa época as palmeiras imperiais, plantadas na estrada de acesso à Sede. Entre o fim de 1962 e meados do seguinte, obras na Sede e nos boxes do Náutico deram nova cara e ainda mais fôlego à programação do Clube. A realização de etapas dos esportes aquáticos dos Jogos Pan-americanos incluiu nossas instalações no circuito internacional. Além disso, estimulou os golfistas a também se mobilizar para melhorar a estrutura de seu Departamento.

Outro marco da primeira metade da década de 60 são as pinturas feitas pelo importante artista Clóvis Graciano para a decoração de Carnaval (1962). As 20 alegorias ficaram expostas nas colunas e paredes do salão de baile e hoje podem ser apreciadas na Sala de Jogos. E foi em 1963 a primeira edição do Campeonato Azul e Vermelho, que mais tarde viria a ser bienal, uma competição de muitos esportes e animação ainda maior.

Rumo ao fim dos anos 60, percebemos o rápido desenvolvimento do Golfe. Antes que a década terminasse, o novo Campo, completo com seus 18 buracos, foi inaugurado. Para comemorar, nada melhor do que uma série de torneios. E a descontração dos anos 70 já soprava seus ventos sobre a represa, com bailes cada vez mais informais e uma comunidade cada vez mais unida.

“A programação de festas e coquetéis no Clube em outubro vai ser ‘fogo’ e por isso nossas ‘elegantes’ já estão preparando suas ‘toaletes’. Algumas vão trazer da Europa e outras (…) vão fazer aqui mesmo, mas em grande estilo.”

– Ralpho de Barros, nos 40 anos do Clube de Campo, em setembro de 1977

Uma sombra de preocupação marca uma das maiores empreitadas do começo deste período. Após roubos a casas e fiações elétricas, decide-se pela construção do muro de concreto e arame que contorna os 3.894 metros de território do Clube não voltados para a represa. Era uma maneira de oferecer maior tranqüilidade aos sócios e ao patrimônio, pois a área também continha oficinas de carpintaria, lavanderia e almoxarifado. Também era uma forma de garantir a integridade do território do Clube de Campo, pois São Paulo vivia uma explosão populacional e os loteamentos cresciam naquela direção.

Mas claro que alegrias não faltavam. O Hípico, por exemplo, ganhou a Escola de Hipismo e uma equipe pioneira em volteio, que se preparava para arrematar diversos prêmios nos anos que viriam. Quanto aos alojamentos para sócios, já eram 126 apartamentos – os chamados motéis – e 38 casas. Os amantes da cultura e da música erudita ganharam um presente com a criação dos saraus. E os números da Portaria revelam o intenso movimento de um fim de semana médio de 1974: às sextas, 50 carros; aos sábados, 420; e aos domingos, 540.

Por volta de 1977, mais cidadãos ilustres se juntam à comunidade do Clube de Campo, na qualidade de sócios honorários. Alguns desses nomes de vulto foram Oscar Americano e Benedito Levi. Eram os 40 anos do Clube, uma maturidade bastante satisfatória e a consciência de que muito ainda poderia ser feito.

“Destacada, como sempre, foi a elegância das jovens e senhoras que puderam escolher, na apurada seleção musical da orquestra, seu ritmo para dançar, ao gosto de todas as idades e preferências, do romântico ao moderno e ao bem brasileiro, em show de luzes e cores merecedoras de todos os aplausos.”

– Informativo de novembro de 1983, sobre a festa dos 46 anos do Clube

O Estatuto do Clube de Campo, em seu Artigo 2º, prevê: “A conservação das áreas verdes do Clube representa a principal aspiração dos sócios e deve constituir a obrigação fundamental das Diretorias.” Em atenção a isso, o Clube rumava para seus 50 anos com plena consciência ecológica em uma época em que mal se falava disso. Informativos de 1983 contam dos processos de limpeza e replantio de árvores de inúmeras espécies, em áreas de trilhas e mata fechada, e plantio de árvores frutíferas para atrair mais pássaros. Com parte do material recolhido pelos 20 caminhões de lixo, fez-se, até mesmo, adubo.

Entretanto, o crescimento da violência nos lados de fora do muro tinha seus impactos no lado de dentro. A preocupação com a segurança dos associados aumenta nessa época, e a vigilância se intensifica com a contratação de profissionais especializados. Assim, o Clube de Campo de São Paulo ia se tornando um local cada vez mais aprazível e querido por seus sócios. Em 1984, contaram-se 195 Chalés, 48 casas, 8 apartamentos, alojamentos com 16 quartos e a Sede Campestre com mais oito quartos. Continuando com os números, temos registro de que o Departamento de Golfe tinha 359 inscritos na Federação Paulista.

No ano seguinte, o Departamento do Náutico mostra sua importância ao participar da criação da Associação Brasileira de Esqui Aquático. Aulas especiais e a solidariedade entre os praticantes colocavam todos em condições técnicas extremamente especiais. Tanto entusiasmo acabou contagiando os praticantes de tênis, que logo se integraram em eventos, torneios e práticas mais regulares.

Como era de se esperar, mais crescimento na estrutura dos alojamentos: em 1988, o alojamento antigo foi demolido. Em seu lugar, construíram-se quatro novos Chalés, eliminando a necessidade de construir mais um bloco de apartamentos.

“Ao pensar em uma prioridade, nos vem à lembrança as crianças e os jovens que precisam encontrar condições adequadas e ter a atenção necessária que os incentivem a freqüentar o Clube naturalmente.”

– Octavio Lopes Filho, ao assumir como Diretor Presidente, em janeiro de 1997

O Clube de Campo entrou na década de 90 com o espírito tranqüilo. Vinha de uma época de conquistas acumuladas, mesmo em meio às atribuições e dificuldades econômicas que marcaram o Brasil na década anterior. Equilibrando os aspectos esportivos, sociais e de lazer, continuava uma sólida comunidade.

A realização de alguns campeonatos abertos, como de golfe, volteio ou wakeboard – uma mistura de surfe com esqui – e de eventos como a Novemberfest provocou uma redescoberta do Clube pelo público jovem. Aproveitando essa nova onda, foram organizadas diversas festas na sede do Náutico, em que os jovens sócios poderiam até levar amigos de fora. Por outro lado, a continuação do tradicional Campeonato Azul e Vermelho, homenagem às cores da bandeira do CCSP, também servia para integrar ainda mais os associados e envolvê-los nas atividades promovidas naquele que é seu espaço comum.

Momentos marcantes da década foram ainda a organização de bazares beneficentes e o início das reformas da piscina, já com 42 anos no final de 1996. Ao longo de cinco meses, as instalações, até deck e Vestiários, foram totalmente remodeladas. Peças e azulejos foram substituídos por novos materiais e a área foi impermeabilizada novamente.

No ano seguinte, o Clube teve muitas alegrias com o Náutico, que ganhou diversos prêmios, inclusive o destaque da Federação de Vela do Estado de São Paulo. Enquanto isso, um grande evento cultural fazia a alegria de quem se interessa por música erudita: a apresentação da Orquestra de Câmara Salzburger Mozart Kammervirtuosen. Outro evento cultural interessante foi a iniciativa do Clube Musical, formado por sócios que submetem seus dotes à apreciação do público em animadas festas.

Dando seguimento a tradições como Festa Junina e reveillon, bazares, incentivo à prática de esportes como golfe, tênis, hipismo e volteio, e à manutenção do paisagismo e da fauna através da ampliação e construção de novos viveiros, em uma espécie de homenagem ao saudoso dr. Armando Gallo, o Clube se preparava para entrar no terceiro milênio com sócios engajados e satisfeitos, que conseguiam manter melhor qualidade de vida mesmo na crescente confusão da

“O Clube como primeira opção de lazer de seus associados: essa, além do estímulo à prática de esportes, é sua coluna vertebral, dentro da Missão e Valores desde a fundação. Até o final da década, ele vai continuar sendo essa grande opção de lazer, integrada à vida do sócio como uma área de respeito à natureza e que, entretanto, sofistica-se e oferece serviços cada vez mais rápidos e eficientes, para atender e encantar o freqüentador do século 21.”

– Antonio Carlos de Oliveira, Presidente no biênio 2003/2004, em janeiro de 2004

Para celebrar a virada do ano 2000 para 2001, uma grande festa aconteceu na Sede Central. A decoração, que aludia ao novo milênio e à globalização, contava com videowall à beira da piscina e dava destaque às flores e cores brasileiras. Pouco depois, a piscina, que acabava de ser reformada e modernizada, era reinaugurada.

Os Departamentos esportivos passavam por momentos brilhantes. O volteio ganhou prêmios nacionais e participou de uma competição internacional na Suíça. O 3º Torneio de Duplas de Tênis contou com mais de 100 inscritos. A Taça Avary dos Santos Cruz, do Náutico, teve cerca de 70 barcos e muitos jovens competidores, além da participação de Ricardo Scheidt, campeão olímpico em Atlanta e medalha de prata nos jogos de Sidney.

O Golfe conquistava sua nona vitória, de um total de 11 edições, no Campeonato Interclubes. O 6º Aberto de Golfe da Cidade de São Paulo teve dois sócios na final: Ricardo Iversson, destaque no esporte desde muito jovem, e Roberto Gómez, veterano competidor. Por tudo isso, o Departamento merecia uma nova sede. A área foi ampliada e ganhou Vestiários novos, maiores e mais modernos.

Na parte cultural, eventos como o concerto da Budapest Chamber Symphony levaram cultura aos associados. E um pequeno problema provocou efeito colateral positivo: o racionamento de energia elétrica criou uma nova consciência, econômica e mais ecológica, entre freqüentadores e funcionários.

O Clube de Campo de São Paulo mantém os valores dos cidadãos que o fundaram, em 1937, ao mesmo tempo em que amplia os horizontes dos atuais freqüentadores e dos mais jovens. Incentivando a cultura, o esporte, a ecologia, a descontração e o contato humano, ainda conserva um ambiente em que a natureza se encontra realizada e onde detalhes são pensados para proporcionar aos sócios momentos únicos de convivência e lazer.

A Diretoria Executiva da gestão 2011-2012 assume com uma quebra de paradigma: Estela Camargo é a primeira mulher a exercer cargo nesse colegiado.

O Clube é o que tem sido há 75 anos: uma sucessão de Diretorias que contribuem de forma similar, consistente e coerente para a perenidade do Clube de Campo de São Paulo.  

Ao grupo de Diretores Adjuntos, agregam-se importantes Comitês: o Jovem, o da Terceira Idade e o de Responsabilidade Social. O último atua em prol tanto de entidades localizadas na vizinhança quanto dos próprios funcionários do Clube, com campanhas para arrecadação de material escolar, ovos de Páscoa, agasalhos e brinquedos, entre outras ações.

Eventos sociais agitam e alegram a vida daqueles que frequentam o Clube, único em sua essência. Beatles 4Ever, Bee Gees Alive, Toquinho e Ivan Lins – sem falar nas festas tradicionais, como junina, Dia das Crianças e réveillon – ficam marcados. E em noites de The Lake Party, os jovens aparecem em peso; no Náutico, às margens da Guarapiranga, dançam até o sol nascer.

São numerosos – e deliciosos – os encontros realizados no ambiente aconchegante e intimista do Restaurante Especial: Noite dos Namorados, Noite Portuguesa, Uma Noite em Roma, Uma Noite em Tóquio, Une Soirée à la Française, entre tantos outros… E mais: o Prata da Casa – shows musicais periódicos com os próprios sócios – anima os amigos.

Em todas essas confraternizações e nos fins de semana triviais, a gastronomia, com o padrão do Clube de qualidade, agrada. Além dos pratos especialidades da casa e outros novos que conquistam até os mais exigentes paladares, são oferecidos bufê árabe, bufê de massas no Tênis, pizza no Hípico, sushi.

No âmbito cultural, os Clássicos ao Entardecer e ao Anoitecer emocionam. O 1º Festival de Clássicos, uma série de três espetáculos de música erudita no Teatro Cultura Artística, no Itaim, em São Paulo – dentre eles, o da premiada pianista russa Anna Bulkina – é oferecido aos sócios. As Bandas Sinfônica e Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais visitam o Clube em eventos memoráveis. Também faz história a Exposição de Artes sob coordenação de Therezinha Lorenzi e curadoria de Aluísio Rocha Leão.

Nos esportes, o Clube de Campo de São Paulo mantém sua busca pela oferta de lazer. Recomeça o Circuito de Corridas a Pé, acontece a 1ª Miniolimpíada e, mais, volta o tradicional e empolgante Azul e Vermelho, a competição que reúne e movimenta todo o corpo de associados! E para variar nas modalidades, são construídas quadras de beach tennis e futevôlei.

O Departamento de Tênis sedia eventos de projeção internacional. Em agosto de 2011, o sócio Gabriel Décamps vence o Nike Junior Tour, a etapa brasileira da competição que revelou nomes como Rafael Nadal, Juan Martin del Potro e Maria Sharapova. Em outubro do mesmo ano, ocorre o 1º Open de Tênis CCSP, um Futures, campeonato oficial que soma pontos para o ranking mundial da ATP.

No Hípico, obras de melhoria e recuperação das instalações marcam um momento especial. O Ranking Interno e Convidados ganha novo regulamento, adequando-se por completo às normas da Federação Paulista de Hipismo. A turma sempre muito animada promove etapas temáticas da competição, cria o Desfile de Fantasias e ainda estreia a Clínica de Cheerleading.

Novidades no Náutico. O stand-up paddle faz sucesso entre as mulheres e o Campeonato Paulista de Snipe é batizado em homenagem a um sócio que se tornou lenda da classe no país: Flavio Caiuby.

No Golfe, a reforma de greens e tees consolida o campo do CCSP como um dos melhores do Brasil! O Clube recebe os campeonatos Amador Brasileiro 2012 e Aberto do Estado de São Paulo 2012.

No aspecto administrativo, investimentos são feitos para melhorar os serviços e a infraestrutura à disposição dos sócios. São reformados o Bar do Futebol, o Bar da Piscina, a Sala dos Médios, e, atendendo a pedidos, a Piscina do Clube recebe sistema de aquecimento: a temperatura da água salta dos 19ºC para 27ºC ou até 28ºC!

Para marcar essa trajetória de sucesso, é lançado um livro (e aberta uma exposição): “Clube de Campo de São Paulo: 75 anos inovando a tradição”. Com texto de Ignácio de Loyola Brandão e fotos de Marcio Scavone, a publicação só faz crescer o sentimento acalentador de pertencer.

Continuam os desafios para manter este paraíso ecológico da cidade grande em evolução. Os próximos 75 anos estão aí para isso.

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